
Equipo de trabajo: Eneida Soares de Macedo, Gardinha Gurgel, Ilca Barcellos, Luciane Garcez, Marina Uieara, Rosane Gonçalves, Rosângela Rosa, Rosana Bortolin, Sara Ramos, Viviane Diehl Proyecto participativo. Al interactuar, participar en la propuesta que presentamos, surge un “otro”, creado entre otros, que no se repiten. La producción presentada trae provocaciones en los conceptos y pensamientos a fueren desarrollados por los participantes, como un acontecimiento provocador de los transbordamientos que el arte puede incitar. Transbordar, en el sentido de transponer las bordas, de constituir un “entre lugar” (BHABHA, 2013), donde se puedan surgir cosas otras. La interacción entre la obra y el espectador, ocurre en la movimentación de los cubos, movimientos estos, que pueden ser individuales, mas también equipos de movimientos, que reverberan a cada montaje en “múltiplos laberintos”. Así, la propuesta artística adentra en consonancia con el concepto de laberinto al presentar múltiplos caminos, múltiplas combinaciones. Múltiplos “caminos que se bifurcan” y conducen a nuevas propuestas. Al “jugar” haciendo poesía, el espectador estará también creando sus propios caminos, interaccionando con este grupo de artistas brasileiras, interaccionando con Borges e su poética de laberintos. Este projeto coletivo “Para dizer de um outro labirinto” tem o intuito de apresentar uma instalação em cerâmica interativa e participativa para o público, a partir da temática “Labirinto”, explorada por Jorge Luis Borges nos seus escritos, para que possamos movimentar diálogos e compartilhar encontros com a cerâmica, com o tempo e com o outro. Assim, os elementos tratados por Borges na sua escrita como o labirinto, o tempo como um labirinto, o jogo dos espelhos que repetem a imagem muitas vezes – mas que sempre será outra – são escolhidos para compor esta proposta artística em cerâmica. Parafraseando uma fala de Borges, durante sua última entrevista (1985), podemos dizer que tudo o que criamos é autobiográfico, mas o que expressamos não está explícito, criamos e expressamos por meio da arte. Criamos a partir do que vivemos, sentimos e pensamos no convívio com os outros. Ao interagir, participar na proposta que apresentamos, surge um “outro”, criado entre outros, que não se repetem. A interação entre a obra e o espectador, acontece na movimentação dos cubos, movimentos estes, que podem ser individuais, mas também grupos de movimentos, que reverberam a cada montagem em “múltiplos labirintos”. Assim, a proposta artística entra em consonância com o conceito de labirinto ao apresentar múltiplos caminhos, múltiplas combinações. Múltiplos “caminhos que se bifurcam” e conduzem a novas propostas. Ao “brincar” de fazer poesia, o espectador estará também criando seus próprios caminhos, interagindo com este grupo de artistas brasileiras, interagindo com Borges e sua poética de labirintos. Floreanopolis, Brasil – 2015